VISA WAIVER. Ainda não foi desta vez, passou próximo

23/01/2012

Os precipitados de plantão quiseram antecipar algo que no próprio trâmite diplomático e no cerimonial não  tinham nenhum indicativo. Ontem, (19), quando do anuncio da divulgação de um plano turístico dos Estados Unidos com facilidades para a visitação de turistas brasileiros e chineses, houve noticiário desavisado até induzindo que o presidente Obama poderia anunciar aquela que é a grande pretensão do turismo da iniciativa privada do Brasil, e de setores americanos também.
 
A obtenção do Visa Waiver ainda segue outra tramitação, precisa ser inicialmente aprovado pelo Congresso e  isto ainda não aconteceu. De todo modo, valeu a comemoração como ‘mais um passo para a sua obtenção’, como indica o comunicado que a Braztoa emitiu hoje, destacando as medidas assumidas pelo presidente Barak Obama.
 
A decisão americana vem ao encontro do que defendemos, de flexibilizar ao máximo o visto entre os dois países o mais breve possível”, diz o presidente da entidade, Marco Ferraz, chegando de Madri, após participar da Fitur. Reitera esta necessidade,  considerando que, ‘em um momento em que cerca de 1,5 milhões de brasileiros viajaram para os EUA em 2011, atingindo gastos acima de U$7 bi, e também a situação estável da economia brasileira, estimula o emprego e a produção interna, diminuindo os atrativos de aventuras de vida fora do Brasil. A Europa, que não exige o visto para os brasileiros, já tem em suas fronteiras toda a expertise necessária para a identificação de possíveis imigrantes ilegais e comprova que é possível conviver sem a rigidez americana. Além do que, o Brasil não tem histórico de terrorismo ou fanatismo de qualquer natureza.’
 
Ferraz salienta  ainda que, por outro lado, “a obtenção de visto brasileiro para os norte-americanos poderia ter também um avanço em seu método, para aprovação mais rápida, menos custosa ou até por Internet. As ligações entre os Estados Unidos e Brasil tendem a crescer nos próximos anos e o turismo de lazer tem que aproveitar isso. Temos um campo enorme para ampliação do turismo receptivo”.
 
Estima-se que, com a exigência do visto, o Brasil deixe de receber pelo menos 640 mil turistas americanos por ano, o que significa uma perda financeira na ordem de R$ 1.24 bilhões e também 2.240 milhões de noites de hotel a menos.O cálculo leva em conta o volume de turistas americanos que vem todos os anos ao nosso país. Há estudos que indicam que se o visto fosse flexibilizado, até dois anos este fluxo dobraria entre turistas dos dois países. No site foi criado um contador, que mostra, em tempo real, quanto o Brasil deixa de receber em dólares e em número de quartos de hotéis.Já a US Travel, que congrega hotéis, companhias aéreas e destinos dos EUA, calcula que seu país passaria a receber, com a flexibilização, 2,4 milhões de brasileiros por ano, contra os atuais 1,2 milhão.
Ontem, logo após o anúncio feito na Flórida, o Itamaraty não quis se pronunciar, indicando que o assunto tinha caráter interno dentro da política governamental norte-americana.
A  Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo),  lidera desde o ano passado acampanha ‘Visa Waiver Now’ (por meio do site www.visawaivernow.com.br), buscando sensibilizar as autoridades do Brasil e dos Estados Unidos para a necessidade de flexibilizar a exigência de visto entre os dois países.
 
O Visa Waiver Program (VWP) é um programa do Governo dos Estados Unidos que permite aos cidadãos de países específicos viajar para turismo ou negócios por até 90 dias sem ter que obter um visto. O programa aplica-se aos 50 estados norteamericanos,, bem como os territórios dos EUA de Puerto Rico e Ilhas Virgens, no Caribe. A maioria dos países escolhidos pelo governo americano para estar no programa tem economias de bom poder aquisitivo, com Índice de Desenvolvimento Humano muito alto e são considerados países desenvolvidos.

Fonte: BrasilTuris Jornal


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